terça-feira, 15 de outubro de 2013

Pois é, né!

E eu realmente sou viciada em escrever, deve ser porque eu adoro falar, e escrever faz parte do desabafo, enfim...
Semana corrida, Artur ficou internado, pra variar, ARTUR, não o Pedro, pois é, Artur teve um rinite grave, e ficamos internados por 4 dias, e nada poderia ser normal na nossa vida.
Fomos em 3 médicos e liberados pelos 3, até que no quarto e último médico, ficamos internados.
Já começa assim, num quarto coletivo, com outro bebê de 1 ano e uma mãe porca e estressada, e isso já me estressava, porque ele era a mestre de todas as mães vacas do mundo!!
Só tinha pena do bebê, que precisava ser colocado no soro mas ela recusava, além dos gritos e palavrões que dava no garotinho, ela foi informada de que teria que mudar de quarto pois o filho dela estava com gastrointerite e poderia passar por Artur, até ai tudo bem, mas quando ela descobriu que teria que ir pra um outro quarto com mais 2 crianças que estavam com gastrointerite também ela pirou, surtou e começou a tratar a todos com a maior ignorância, além de se recusar a trocar de quarto. E eu já de saco cheio e só querendo tratar o Artur, porque na boa, se estivessemos num hospital público estariamos com, no mínimo, 6 crianças, e ela querendo um quarto de hotel! ah vá pra merda!
Então, como eu estava ali exclusivamente pra cuidar do meu filho e não passar férias, pedi que trocassemos de quarto porque não tinha problema nenhum com isso...sai dali, muito puta da vida com aquela pessoa, mas feliz por sair daquele ambiente horroroso e cheio de energia ruim!
Fui pro outro quaro, com mais 2 crianças, já grandes, uma estava em observação devido a uma queda, e o outro estava esperando o Neurocirugião por conta de uma alteração numa tomografia depois de um desmaio...e eu, esperando a alta do Artur....4 dias no hospital e uma saudade do Pedrinho, da nossa casinha, da nossa bagunça, dos nossos gritos loucos...
A criança que havia caido recebeu alta, o Artur estava só esperando a receita pra irmos embora, e outro garotinho...um lindo garotinho de olhos verdes, uma conversa contagiante e muita fé, estava conversando com o Neuro....enquanto eles conversavam, eu sai do quarto, fiquei com minha mala e o Artur no corredor enquanto o Vando descia as coisas, o Neuro saiu do quarto, com a tomografia na mão e já conversando com as outras médicas, disse: - Isso é um tumor típico, não dá pra mandar pra Radioterapia porque as chances dele são mínimas, então vou aspirar, fazer uma biopsia e torce pra que ele aguente tudo isso, porque as chances são de 10%.

Acabou alí...ele continuou andando em direção ao consultório, e senti que deveria ir lá dar um abraço naquela mãe, entrei e lá estavam, sem saberem de nada, sem saberem da força que teriam que ter, da fé que teriam que exercer, do Deus que iriam conhecer e do amor que iriam viver.

Um filme passou pela minha cabeça, só abracei aquela mãe, dei uma palavra de ânimo praquele garotinho lindo...e voltei pro meu lar, pro aconchego dos meus filhos, pra minha família, e enquanto caminhava em direção ao elevador, passei pela porta do quarto onde estavámos antes, e ouvi os gritos daquela mãe vaca com o filho, que é só um bebê, enquanto a outra mãe abraça e dava força sem nem saber do diagnóstico ainda e eu estava indo pra casa com meu filho no colo....

Em meio a todo aquele caos, em só podia agradecer a Deus por ter encontrado aquele garotinho que ensinou tantas coisas em alguns minutos sem que ele nem percebesse...Agradeci imensamente pela alta do Artur, por ser uma "simples" rinite, por poder abraçar meus filhos todos os dias, por poder ter falado da luta do Pedro pra quela mãe que precisava ouvir aquilo naquele momento que antecedia o recebimento do diagnóstico que mudaria a vida dela pra sempre, e por ter me dado mais uma razão pra que dobrasse os meus joelhos e orasse com ainda mais fé...
Não sei qual será o fim daquela história, só sei que nos lugares mais inesperados Deus nos mostra todo amor por nós, nos dá a chance de aprender, mudar e agradecer, todos os dias, em qualquer lugar...
E eu vou continuar orando, pelos meus filhos, e pelos filhos de outras mães, como se fossem meus...


Ame, ame, ame e ame...e quando estiver bem cansada que ainda exista o amor pra recomeçar.


2 comentários:

  1. Sabe Júlia é muito triste perceber que mães maltrata seus filhos, é tanta falta de amor nesse mundo que chega a doer o coração.
    Mulheres secas na alma. Mãe deveria ser na realidade a maior proteção e aconchego dos seus filhos.
    Fique com Deus.

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Essas são histórias da vida da família Ribeiro, qualquer semelhança com a ficção é mera coincidência !